segunda-feira, 7 de abril de 2008

sonhos...





Mais uma noite, mais sonhos, mais angústia, mais saudade...
É assim que me sinto, angustiado, com saudades, os sonhos vão permitindo que mate as saudades que tenho, é neles que consigo tocar-te, sentir o teu corpo, já que fisicamente não é possível, se não fossem os sonhos já tinha sido aniquilado pela tua ausência, quero-te sentir perto, mas ao mesmo tempo longe.



Queria viajar. Queria estar perto de ti, mas, para quê?Todas as noites sonho contigo, será normal?



Perdi-me na esperança de voltar a ter a tua alma, sim eu tive-te, mas a esperança é a última a morrer, não? Aniquilei os meus sonhos, os meus objectivos, a minha vida em função da tua existência. Sinto o que sinto, sinto o que não quero sentir, sinto mais do que os teus amigos te podem dizer, sinto mais do que qualquer Lisboeta de meia tigela te possa ir contar, sinto o que te digo, digo-te o que sinto, tenho a consciência tranquila do que sinto, sentindo que não sentes a veracidade das minhas palavras? Porquê a utilização abundante da palavra "sentir"? Porque simplesmente sinto-te em mim.



Estou farto. Sim, estou farto das mentiras contadas, dos cinismos utilizados, do uso da hipérbole sem justificação. Farto de não acreditares em mim, farto de toda esta complicação.



Mereço mais que isto. Tenho consciência que mereço um amor simples, não que o teu não tivesse sido sincero, acredito que foi, tal como o meu, mas não sei se aguento continuar a viver nesta fantasia em que acredito que um dia voltarás, tal como S. Sebastião.

Mais uma noite em que espero sonhar contigo, só para te poder sentir pertinho de mim.


Acreditas em mim?

2 comentários:

white body disse...

"hipérboles sem justificação"...
É nessas mesmo que existe por vezes o silêncio de uma falso vazio em que a cidade onde desfilam deixa escondidas algumas respostas. Escurece os olhos vê. Ouve e sente. Que esse "menino" em combustão em ti acaba de me surpreender.
Hugs my dear,
ass:. o eufemismo
(lol)

Adão disse...

Percebo. Compreendo. E vejo-me igual em algumas atitudes. Pensamentos, actos e omissões. Mas de que serve acalentar esperanças miúdas, desprovidas de amor próprio… quando sabemos que é assim. Que será assim.
Bem sei que é fácil falar. Reagir. Estipular acções e objectivos. Mas estes fazem funcionar a mente… a razão… pois àquilo que chamamos “amor” (prefiro nesta fase chamar-lhe sofrimento), não existe metodologia racional capaz de separar o “bom do mau”.
Hoje, agora, oiço David Fonseca (obrigado mais uma vez pela música) e penso que amanhã será melhor. Que daqui a um mês poderei dizer “presente!” quando a felicidade clamar o meu nome! E assim o espero também para ti.
Abraço